Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

riscos_e_rabiscos

.

.

Bolo Rei Bestial.

 

 

 

Tenho de confessar que comer uma fatia de bolo rei me dá um prazer delicioso. Não é pelo facto de ser um bolo, de ser doce ou ter frutas cristalizadas.

O que, realmente, me dá prazer é comê-lo aos pequenos pedaços, arrancados com os dedos e seleccionando todos os tipos de fruta. Detesto casca de laranja e passas.

E é um prazer tão simples como este… comer pequenas beliscadelas de bolo rei, saboreando apenas só as frutas que aprecio.

 

E agora vem o leitmotiv deste post. O que descrevi acima foi apenas um pequeno prazer secreto que partilhei convosco.

 

Há uns anos atrás decidi fazer um bolo rei. Seleccionei as melhores frutas – as que mais gosto, claro – arregacei as mangas e deitei as mãos à massa literalmente.

Preparei a massa com toda a sapiência e prazer, juntando todos os ingredientes metodicamente e seguindo a receita à risca.

 

Dei forma à massa, depositei-a no tabuleiro que a levaria ao forno, enfeitei-a com frutas e açúcar por cima e foi para a cozedura.

Quase de minuto a minuto, passava pelo forno e espreitava pela janelinha para observar o meu primeiro bolo rei, a minha obra de arte tão orgulhosamente concebida.

 

O bolo nunca mais estava pronto mas crescia a olhos vistos. Eu informava, com vaidade, a minha mãe que o bolo estava a ficar grande e bonito. Mas secretamente começava a desenvolver alguma preocupação.

 

Os minutos passavam, o bolo crescia e ultrapassados os minutos recomendados, fui espetar o palito para averiguar o estado de cozedura.

 

Ia tendo um chilique. Ah pois ia… é que o bolo cresceu tanto, tanto, que galgou as paredes do forno, tornando-se este exíguo para um bolo rei bestial.

Retirei-o do forno, chamei toda a família e mostrei o resultado final. O que iria ser um bolo rei vulgar – vulgar não, porque foi feito por mim - transformou-se numa enorme roda de tractor.

 

Mas que estava saboroso, estava! Isso vos garanto!